Resenha: Estilhaça-me


Estilhaça-me,
de Tahereh Mafi,
editora Novo Conceito.




Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar.

Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela.

Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo.

Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos.

Sim, essa é a sinopse disponível no site da editora. Não, não me pergunte o porquê de eu não ter conseguido escrever uma sinopse. Desculpa.

Eu fiquei simplesmente viciado, apesar de que, perto do fim do livro, notei algumas semelhanças com X-men. Apenas algumas... Bom, na verdade, muitas. Obviamente não vou citá-las porque seria spoiler. E ninguém gosta de gente que dá spoiler, faça-me o favor, bitch.

Deixando de lado o fato de se passar no futuro porque não tem nada de original nisso, e de ter algumas muitas semelhanças com os quadrinhos dos super-heróis da Marvel, esse livro esbanja originalidade e realidade. A autora aborda fatos realmente preocupantes para a sociedade atual, descrevendo coisas  aparentemente desnecessárias, mas que fazem a diferença enquanto você lê o livro.

Tahereh Mafi (alguém, por favor, sabe como se pronúncia o nome dessa mulher?) preocupava-se em relatar o ambiente, a paisagem e a situação  geral da população fora do  "cubículo escuro" que era a prisão da personagem principal. Ela deixou bem claro como era a área na qual aquelas pessoas viviam e como elas viviam. E, devido a tais descrições minuciosas eu demorei bastante a me apegar ao livro.

Mas, ao longo da história o narrador do livro junta a alma de quem estiver lendo, à de Juliette, e você ri com ela, fica triste por ela e chora com ela. Você implora para que ela faça algo antes que seja tarde demais e também se ajoelharia diante da autora, durante o processo de criação do livro, e pediria para ela não fazer o que estava prestes a fazer.

E Tatá (apelido que dei à autora, por pura preguiça de memorizar o nome dela) te faz enxergar os dois lados de cada personagem. Ela tem um motivo para cada ação de cada um, à cada momento do livro. Meu Deus, era incrível. Ela sempre dava um motivo. Que mulher incrível.

Estou. Completamente. Apaixonado. 

6 comentários:

  1. Adorei a resenha, o humor do autor e quero muuuuuuito ler esse livro.

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  2. Oi Matheus!

    Li Estilhaça-me ano passado, e sério... eu não imaginava que o final seria tipo x-men, a autora me pegou se surpresa, porque eu já imaginava 'Juliette a unica que tem poderes, e é a unica que vai salvar ou fazer alguma revolução' HUAEHUAEHA

    Quando eu terminei de ler o livro eu fiquei 'a meu, kd continuação' mas agora isso passou... até porque preciso reler o livro, porque muita coisa não lembro ;-;

    Abraços

    - Nathália

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    1. FOI TÃO MAIS EMOCIONANTE! KSDJSKDJDFK

      "Ah, meu coração, que dor" hahah. Eu espero que lance logo, se não eu terei que reler também.

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  3. Nunca li este livro, mas adorei sua resenha, e fiquei encantado com a sinopse do livro, agora é um dos livros que pretendo comprar.

    Caso você se interesse tá rolando sorteio lá no blog de um exemplar do livro "O Restaurante no Fim do Universo" http://tirandodalista.blogspot.com.br/2013/02/sorteio1.html

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  4. Oie!
    Só li as primeiras páginas deste livro, e apesar de saber que é bem provável que eu vicie, ainda não parei pra ler mesmo, nem tô com tanta vontade (vai entender...)

    Eu não acompanho estas coisas de HQs, então acho que não vou me incomodar com as semelhanças, pq pra mim, será tudo inédito hihi.

    É, eu tb não sei como pronuncia o nome dela o_O

    Beijo!

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