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Resenha: Fiquei com o seu Número

Fiquei com o seu Número
de Sophie Kinsella,
editora Record.


Poppy Wyatt vai ter o casamento dos sonhos com o homem perfeito. Tudo não poderia estar indo melhor, certo? Errado. Poppy acaba de perder o anel de noivado. Aquele de família, passado de geração em geração. E enquanto o procura, achando que seu infortúnio não poderia aumentar, eis o que acontece: roubam o seu celular. Mas calma, ela acha um celular jogado na lixeira. Eba! Finalmente a sorte parece voltar para Poppy. Será?

É justamente a partir desse momento que a vida dela toma um rumo totalmente diferente. Com uma trapalhada atrás da outra, ela conhece Sam (o dono do celular nada contente em “emprestá-lo”), e ao se aproximar dele, começa a questionar se o caminho que ela escolheu é mesmo o certo para ela.

Romântico, divertido, e simplesmente contagiante. Você ri e sente muita vergonha alheia. Esse é o efeito de Fiquei com o seu número, o novo chick-lit da autora de Becky Bloom, Sophie Kinsella. 

Ela nos apresenta a uma de suas melhores personagens: Poppy Wyatt. Doida, atrapalhada, engraçada e carismática ao extremo. Impulsiva ao ponto de cantar Single Ladies para desconhecidos, mas tímida e insegura ao tomar decisões referentes a sua própria vida. E a Sam, um executivo aparentemente todo fechado, mal-humorado, mas que vai se apresentando um cavalheiro, compreensivo e leal. Uma amizade inusitada entre os dois se desenvolve ao longo do livro, e é praticamente impossível não torcer por esses dois.

Livro ao estilo Sophie de ser, engraçado e leve. Uma daquelas leituras despretensiosas, fáceis e desestressantes. Nada profundo, brilhante ou inovador, mas te distrai ao ponto de isso não ser necessário.

Eu sou fã da Sophie e a considero uma das melhores em seu gênero. É uma das escritoras que mais faz rir, e tem o dom de fazer personagens cativantes e atrapalhados como a Poppy Wyatt. É cada situação absurda que a nossa protagonista passa, que não temos fôlego nem para respirar. E é nas imperfeições desses personagens que somos capturados e simplesmente não nos deixam fazer mais nada até chegar ao final. E esse é o charme de um bom chick-lit.

Por Andressa Helena
Ex-Colaboradora

Resenha: Desejos dos Mortos


Desejos dos Mortos,
de Kimberly Derting,
editora Intrínseca.
Ficheiro:Intrinseca logo.jpg
Violet é uma adolescente com dons sobrenaturais. Ela pode sentir, ouvir ou até ver os ecos que os corpos  apenas aqueles que foram vítimas de assassinato  emanam. Assim como o faz com seus assassinos. Cada assassino carrega uma marca idêntica ao eco do ser vivo que matou, e esse dom que Violet herdou pode acabar chamando a atenção de muita gente  inclusive do FBI.

Enquanto um turbilhão de coisas acontecem na vida da garota, dois novos alunos, Mike e Megan Russo, chegam no seu colégio, e Jay, o namorado dela, começa a passar mais e mais tempo com o garoto novo. Esse período que passa sozinha pode levar Violet a reconsiderar tudo o que julgou certo até agora. E é quando investiga o passado sombrio da família Russo, que ela acaba pondo todos os seus amigos em grande perigo  inclusive a si mesma.


Como no primeiro volume, alguns capítulos são narrados fora da visão de Violet, mas dessa vez não são narrados pelos dois criminosos do antecessor. Cada capítulo desses é precedido pelos títulos destinados à cada pecado capital (luxúria, preguiça, gula etc.). São esses capítulos que me deixaram mal. Desconfortável. O sofrimento é claramente abordado e você se vê com uma pena gigantesca.
Violet havia se tornado invisível.
Em um certo momento do livro, a análise crítica dela foi tão irracional e cheia de desespero que eu fiquei até irritado com a situação toda. O fato de ela ter feito todo um julgamento precipitado e o ter desfeito em uma simples linha me deixou sem palavras.

E por mais que Violet tenha tido seus momentos durante o decorrer do livro, a autora consegue surpreender com a tamanha naturalidade e vivacidade da personagem. Ela é extremamente real, e em todas as suas ações, por mais que na maioria das vezes não concordemos, conseguimos perceber o porquê de tal escolha; o medo; a adrenalina; a paixão; a realidade.
Chorou até os olhos estarem irritados e o rosto, inchado. Sentiu-se esgotada e vazia. Oca. Era bom, o nada. E quando finalmente sentiu nada, dormiu.
O livro é ótimo, mas ele não é do tipo que te prende. Ele só conseguiu realmente me conquistar e me fazer ler em um ritmo realmente frenético, nas últimas 70 páginas. Mas nessas últimas páginas tudo o que aconteceu foi realmente empolgante e misterioso. Se eu já amava o primeiro volume, Ecos da Morte, mal posso esperar para ver o que vai ser de mim no terceiro  o qual ainda não possui sua data de estreia aqui no Brasil , O Último Eco.

Fique atento, pois quando você acha que nada mais te surpreende, a estória dá uma reviravolta fascinante e intrigante.

  Desires of the Dead Desires of the Dead

[Filme] Oz: Mágico e Poderoso

My name is Knuck.



Em meados do século XIX, o público jovem europeu deu início a uma série de críticas direcionadas aos tradicionais contos de fadas, alegando que os mesmos deveriam ser feitos unicamente para divertir e entreter, e que, consequentemente, a educação e moral deveriam ser pregados apenas pelas famílias e escolas. Foi então que surgiu um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos: O Maravilhoso Feiticeiro de Oz. Isso, o tal conto tão familiar aos ouvidos dos que hoje não são mais considerados o público alvo. E, com certa alegria, posso dizer que tanto a pequena Dorothy, quanto o Leão Covarde ou o Homem de Lata foram deixados para trás agora que este incrível universo está de volta para nos surpreender com esta inacreditável jornada.

Dirigido por Sam Raimi, Oz: Mágico e Poderoso foi produzido por Joe Roth, já ambientado com o cenário fantástico, afinal foi ele quem produziu também o mais recente Alice no País das Maravilhas.

Oscar Diggs, mais conhecido por Oz, é um mágico charlatão em um circo itinerante. Prova-se durante todo o longa, uma personificação do ditado "sorte no jogo, azar no amor". Ou quase isso. Ele é um verdadeiro cretino e, sinceramente, não tem do que reclamar. Mas, quando é descoberto como o amante da mulher de um dos funcionários do circo, uma série de acontecimentos o leva para o olho de um furacão que o carrega para a mitológica Oz.

E, segundo uma grande profecia, um mágico com o nome da própria terra cairá do céu e enfrentará a Bruxa Má que usurpou o controle da terra encantada. E é exatamente isso que irá acontecer. Exceto, é claro, por Oscar, secretamente, não ser mágico de verdade, e nem pretender enfrentar e matar a bruxa.

Chegando à majestosa capital da Terra de Oz, Cidade das Esmeraldas, Oscar vê-se diante do amor da sua vida: ouro. Muito ouro. Montanhas e mais montanhas do metal nobre. E para que tudo seja seu, ele precisará embarcar em uma viagem, buscando como objetivo a liberdade dos habitantes de Oz.

James Franco nos presenteia com sua genial atuação e incessante carisma. Eu sempre achei que ele tinha cara de mágico trambiqueiro. Quase posso prever seus movimentos. E apesar de, particularmente, nunca  ter cogitado a ideia de ver a Mila Kunis em um papel desses, lá estava ela, conquistando-nos cada vez mais, como a atriz que –– ao menos espero –– sempre será. Quanto a Rachel Weisz e a Michelle Williams, nunca pude apreciar o trabalho das duas, mas me surpreenderam no presente filme. A meu ver não há do que reclamar em Oz: Mágico e Poderoso quando se trata de atuação.

Mas em quesito, não de originalidade, mas de inovação, vi alguns defeitos. Achei muito Tim Burton pra pouco Sam Raimi. Nada contra, é claro, mas sou um defensor assíduo de que cada diretor deve ter a sua assinatura, e Oz não foi, nada mais nada menos, que uma perfeita falsificação. Pode ser que essa ideia venha a mudar, mas foi a minha primeira impressão.

E, apesar do leve toque Tim Burton, nos foi apresentado neste filme um mundo que, apesar de já muito conhecido, me impressionou monumentalmente. Tudo. Desde as cores vibrantes, a vegetação criada, as criaturas, a população até as vestimentas e personagens. A cena final foi incontestavelmente genial. Os efeitos visuais em si foram impressionantes. E foi nisso que, em minha opinião, superou Alice no País das Maravilhas

Espero que assistam e gostem, assim como eu. É impressionante e instigante. É Oz.

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível


As Vantagens de Ser Invisível,
de Stephen Chbosky,
editora Rocco.


As vantagens de ser invisível nos leva ao mundo de Charlie, um adolescente que escreve suas aventuras e desventuras, na escola e fora dela, em forma de cartas para um leitor desconhecido, narrando os seus sentimentos, relações, esperanças, medos e descobertas de forma engraçada, simples e inocente.

Com leveza nos faz adentrar em um jogo próprio, em suas dificuldades, seus altos e baixos, e através de seus olhos nos mostra as suas relações com seus pais, seus irmãos, seu professor e seus novos melhores amigos, Sam e Patrick.

Com foco nas percepções de Charlie e suas relações, Stephen Chbosky desenvolve uma história engraçada, cativante, reflexiva e emocionante. Um livro forte e existencialista.

Confesso que como potterhead, conheci primeiro o filme por causa da Emma Watson, e com o Ezra Miller (atuação sublime em Precisamos falar sobre o Kevin) e o Logan Lerman (meio-sangue aqui), fiquei ainda mais intrigada para assistir. Sabendo que era uma adaptação fiquei receosa em ver antes de ler o livro, porém acabei cedendo a curiosidade e passei o ano novo assistindo ao filme. Adorei. Coloquei o livro na minha lista, e na primeira oportunidade comprei. Demorei para ler, justamente por causa do filme, mas quando o fiz, novamente não me arrependi.

Logo ao conhecer Charlie percebemos seu diferencial. Ele é inocente, doce, puro, tem dificuldade em se relacionar, e é depressivo e solitário. Com o passar da história vamos conhecer as raízes da personalidade de Charlie, e também percebemos sua evolução. E tudo começa com a sua amizade com Sam e Patrick. Ele se torna infinito ao compartilhar suas emoções, ao se permitir a troca de experiências, se apaixona e se abre às possibilidades.

Com seu professor adentra no maravilhoso mundo da leitura, que nos leva a lugares desconhecidos, nos surpreende, fascina e ensina. Os livros têm um papel importante na vida de Charlie. Tem como não se identificar?

E com a evolução das relações na escola, percebemos também que ele evolui no relacionamento familiar, mostrando como todas as áreas da vida se conectam e como a auto-estima tem um papel importante nas nossas vidas.

Eu particularmente gosto da narração em primeira pessoa, pois ela nos permite, quando bem-sucedida, uma conexão maior com o personagem principal, uma identificação profunda, que nos faz refletir e comparar com a nossa própria história. Nos emociona e encanta de uma forma única. E é assim com As vantagens de ser invisível, um livro sensitivo e perceptivo. Uma história pesada, contada de forma leve pela pessoa mais inocente que “conheci”. E mesmo sabendo o final, me senti despreparada e emocionada quando cheguei as páginas finais.

Um livro curto, de leitura rápida, mas que em 224 páginas me fez rir, chorar, e sentir toda a desesperança e todo o amor do mundo. Profundo, apaixonante, infinito. Como Charlie, Sam e Patrick (aliás, não há um elenco mais perfeito para esse livro que o escolhido). Como é se sentir na pele de outra pessoa? Leia e descubra.

Por Andressa Helena
Colaboradora

Resenha: Destrua-me


Destrua-me,
de Tahereh Mafi,
editora Novo Conceito.

Atenção, essa resenha possui spoilers do primeiro volume, Estilhaça-me.

Durante a fuga de Juliette e do sargento Adam, o líder do setor 45, Warner, acaba sendo baleado, e consequência disso é a inesperada visita do temido comandante supremo do Restabelecimento  o seu pai. 

Enquanto a estória se desenvolve em Estilhaça-me, Warner vai formando, gradativamente, uma imagem positiva em Destrua-me. E é quando ele acha uma espécie de diário  o mesmo diário em que Juliette escrevia todos os dias no sanatório  que ele o consegue de vez. Pensamentos e sentimentos habitam as páginas daquele pequeno caderno. São esses pensamentos que massacram e torturam Warner.

Juntos, pai e filho pretendem achar Julitte e todas as outras aberrações, para assim destruí-las, fazendo com que a ordem seja finalmente restaurada. E é uma relação completamente desagradável com o pai que torna ainda mais insuportável a tortura psicológica à qual Warner é submetido diariamente.

O livro é uma ligação entre o primeiro volume da série, Estilhaça-me, e o segundo volume, Liberta-me, sendo disponibilizado legalmente no site da editora. Clique aqui para realizar o download do arquivo.

Como eu realmente amei Estilhaça-me, não era de se esperar que Destrua-me me decepcionasse. E ele não o fez. 

Nós conhecemos um lado completamente diferente do regente. Diferente do carrasco mostrado em Estilhaça-me e mais diferente ainda do que achávamos. Todo sentimento  tanto positivo, quanto negativo  que o Warner passa, é inebriante e nos faz vacilar quanto ao "você merece morrer e ter os fígados comidos por um corvo" que emanávamos enquanto liamos o primeiro volume. 

O tipo de narrativa da autora permanece a mesma, levando em consideração que ainda temos pequenas aparições da Juliette, tido que algumas partes do diário são relatadas no livro. 

O livro possui 99 páginas e é uma leitura realmente agradável. Recomendo-a para todos que gostaram de Estilhaça-me e que odiaram com todas as forças o Warner.

Afinal, quem tem cacife para falar de Literatura?


Como nesses últimos dias não tenho tido a chance de ler nenhum livro, tanto por estar ocupado demais quanto por estar alucinado demais com esta terceira temporada de Game of Thrones, venho aqui abordar um tema mais polêmico que mamilos: quem tem cacife para falar de literatura?

A ideia veio do vídeo da Tatiana Feltrin, embora o assunto que eu queira abordar não esteja exatamente dentro do que a vlogueira versou em seu vídeo. Ela focou mais em quem tem a autoridade para dizer quem tem ou não o cacife para falar de algum autor ou obra. O que quero abordar neste post é a realidade de que existem pessoas que se acham as últimas bolachas dos pacotes pelo simples e medíocre fato de terem lido um livro que possui uma narrativa um pouco mais erudita. Os ditos clássicos.


Quem, fã de literatura jovem-adulta ou não, nunca ouviu aquele seu amigo ou amiga irritante, pai ou mãe que também gosta de ler, falar: "o que te prende tanto nesses livros? Você tem que evoluir. Ler algo produtivo". Se não isso, algo do tipo. O que seria evoluir? Ler uma ficção, o mesmo gênero, aliás, mas com uma linguagem mais culta e formal? O que isso te difere em relação ao nível cultural de alguém que lê fantasia ou jovem-adultos? Claro, execrando o fato de que seu vocabulário será  minimamente maior, eu acho que esse não é um motivo para eu querer cometer suicídio.

Ler já não é o suficiente para um país onde seus habitantes mal se interessam em visitar um livraria? Senão, na realidade, para comprar um CD de sua banda favorita ou algum filme, passando em uma linha paralela sem nenhum desvio pelos muitos e muitos universos que ali estão preservados em páginas aglomeradas e encadernadas nas prateleiras?

O Brasil, um país onde a literatura não é algo valorizado pela maioria, ainda é habitado por pessoas que criticam os outros pelo seu favoritismo literário? Sim. E falo de mim quando digo: não é como se eu não soubesse ler uma obra machadiana, ou um poema do Álvares de Azevedo. Ambos possuem ótimas narrativas  como é de se esperar,  mas toda essa erudição simplesmente não me é atraente. Garanto que isso não é de um grau difícil de se entender.

E agora, puxando  apenas para finalizar  um pouco para o assunto que a Tatiana falou em seu vídeo, o que me faz ter a capacidade de julgar positiva ou negativamente uma obra? Seria, o que é mais óbvio, ler e compartilhar minhas opiniões ou formar todo um estudo universitário sobre tal autor de tal obra? Se você escolheu a segunda opção você é um completo otário, desculpe informar, senhor.

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Promoção: Arraiá Literário

Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo, olha para aquele balão multicor, que lá no céu vai subindo... ♫ ♪
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Estamos em pleno período das festividades juninas e, para comemorar, os blogs Burn Book, Biblioteca Esmeralda, Perdido em Palavras, Livroterapias, Uma Crônica de Fogo, Livros & Citações e O Livreiro estão promovendo o Arraiá Literário. Serão seis livros a serem sorteados durante o período de 23 de Junho à 23 de Julho, para dois sortudos. Têm obras pra todos os gostos: O Futuro de Nós Dois, Anjos da Morte, O Livro das Loucuras e das Curas, Julieta Imortal, Anjos Rebeldes e A Pirâmide Vermelha.

Então, bora dar um alavantú e participar do nosso Arrairá? Para tanto, é muito simples: basta preencher as etapas no formulário do Rafflecopter, esperar (de preferência comendo uma canjica ou milho cozido, hein?) e ser feliz! Não se esqueçam de ler o Terms & Conditions direitinho, ok?



Resenha: O Príncipe da Névoa


O Príncipe da Névoa,
de Carlos Ruiz Zafón,
editora Suma de Letras.





Max, um garoto de 13 anos, se muda com a família para um vilarejo no litoral, por decisão de seu pai, relojoeiro e inventor. Atrás da nova casa, Max descobre que há um jardim de estátuas que guarda a resposta para um segredo macabro e assustador. 

Em seu primeiro passeio pela cidade, Max conhece Roland, um nativo que o apresenta a um velho barco de passageiros, vítima de naufrágio. Enquanto os dois amigos mergulham no oceano para explorar a embarcação, Alicia, irmã mais velha de Max, tem sonhos estranhos que perturbam seu sossego e Irina, irmã mais nova dos dois irmãos, ouve vozes que sussurram para ela de dentro de um antigo armário.

Esse foi um livro que me surpreendeu bastante, tanto pelo fato de ter uma narrativa tão acessível, quanto pelo fato de que eu não posso determinar um público que gostaria dele. Em um espaço para o autor, antes de começar o livro em si, ele fala que escreveu um livro que gostaria de ter lido aos 13, 14 anos, mas que continuasse a lhe interessar aos 23, 43 ou 83. E é exatamente assim que você se sente ao lê-lo. 
A tempestade desabou sobre a cidade como um espetáculo sinistro de teatro mambembe. Em poucos minutos, o céu se transformou numa cúpula cor de chumbo e o mar ganhou um tom metálico e opaco, como uma imensa poça de mercúrio.
Eu nem chegava a cogitar a hipótese de que era um livro de terror. Suspense, talvez. Mas algumas cenas me provocaram arrepios com apenas uma frase. Não consegui largar sequer um instante, já que possui uma escrita tão perfeita e envolvente. 
Um sorriso de luz se acendeu nas trevas e dois olhos brilhantes como ouro incandescente pousaram sobre os seus enquanto aquelas vozes, em uníssono, pronunciavam seu nome.
Narrado em terceira pessoa, apresenta inicialmente a estória apenas pelo ponto de vista de Max, todavia, no decorrer do livro, mais personagens vão ganhando destaque, até que você se familiariza com todos. E, apesar de ser um livro relativamente curto, não deixa nenhuma brecha. Toda a trama é concluída no final. 

Com um leve toque de romance, esse é o primeiro livro do Zafón que leio, e agora, com o lançamento do segundo volume dessa série  com outro enredo e outros personagens, apenas para deixar claro  eu estou absolutamente ansioso para lê-lo.

E, devo admitir, sinto um pouco de saudades de ler algum livro ruim para poder vir aqui e criticá-lo.

Na Minha Caixa de Correio #2

Olá, amigos e amigas da rede... Não

Como têm passado? Bem? Eu estou muito bem, obrigado por perguntarem. Após três meses e alguns dias sem, voltei com a segunda caixa de correio extremamente lotada de coisas, devido à acumulação. Novamente, ao invés de colocar foto da capa do livro eu colocarei apenas as imagens das capas, porque minha queridíssima câmera não vai com a minha cara. Apenas por isso. Na próxima eu prometo que serão fotos boas (ou não).



Série Hush, Hush, de Becca Fitzpatrick, editora Intrínseca.


O Alquimista - Os segredos de O Imortal Nicholal Flamel, de Michael Scott, editora Rocco.
A Ascensão dos Nove, de Pittacus Lore, editora intrínseca.
Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, editora Novo conceito. (
Resenha)



As aventuras de Pi, de Yann Martel, editora Nova Fronteira.
Qual seu número?, de Karyn Bosnak, editora Novo conceito. (Resenha)
O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick, editora Intrínseca. (Resenha)



Alice no País dos Espelhos, de Lewis Carroll, editora Martin Claret.
Filho Teu Não Foge à Luta, de Fellipe Awi, editora Intrínseca.




Ecos da Morte, de Kimberly Derting, editora Intrínseca. (Resenha)
Desejos dos Mortos, de Kimberly Derting, editora Intrínseca.


Os que fiz resenha, possuem um link ao lado. Os únicos que não farei resenha serão Alice no País dos Espelhos e Filho Teu Não Foge à Luta. Em relação ao resto, podem aguardar.