Selinho + Tag

Demorei! Demorei, eu sei que demorei, mas eis-me aqui, enfim.

Eu recebi essas indicações à alguns dias, mas só pude fazer agora. E então estou eu respondendo ambas elas, feitas pela Nathália, do blog Livroterapias. Juro que dessa vez eu não tive uma crise de asma quando vi a indicação, tive apenas um pequeno problema cardíaco.

SELINHO


Regras:

1- Exibir a imagem do selo no seu blog
2- Linkar o blog pelo qual recebeu indicação
3- Escolher 10 blogs para receber os selinhos
4- Avisar aos blogs escolhidos


















TAG


Regras:

1- Citar o nome e o link de quem te enviou;
2- Indicar 2 livros (no mínimo) que leu em 2012 e gostou;
3- Listar 3 livros (no mínimo) que deseja ler em 2013;
4- Oferecer para mais 10 pessoas ou blogs e avisá-los.






Seis livros que li e gostei em 2012


  
  

Três livros que lerei em 2013

  



Bom, como vocês veem, devo indicar 10 blogs para responder essa tag, mas com uma explicação que fez muito sentido na minha cabeça, eu indicarei apenas cinco, tanto para responder a tag, quanto para receber a indicação ao selinho, porque cada um vale por dois... ok, entenderam? hehe As vezes fico surpreso com o quanto sou engraçado. Meu Deus.

Estandy Books
Leiturinhas
De coisas por aí
Book is my drug
Livros Lovers


Desculpa pela demora, Nathália.

Resenha: Cidade das Cinzas

Cidade+das+cinzas.jpg (420×623)


Cidade das Cinzas,
de Cassandra Clare,
editora Galera Record.


Alguém está assassinando membros do submundo ao drenar seu sangue. E, se você age pela lógica, pensaria logo em vampiros, mas não, dessa vez não são eles. 

Esse alguém precisa de sangue para completar um ritual. Sangue para ganhar uma guerra. E esse alguém tem preferências: jovens vampiros, lobisomens, feiticeiros e fadas.

Não me peça para criar uma sinopse maior. Isso é o máximo que consegui fazer sem citar nenhum spoiler para quem ainda não terminou Cidade dos Ossos, primeiro volume da série. E, além disso, é basicamente isso que acontece nesse segundo volume.

Eu sei que estou atrasado em relação à série, mas eu apenas demorei para postar essa resenha. 


Não, mentira, ela estava ficou pela metade por um bom tempo...

Ao contrário do que você pode estar pensando agora, esse livro não é puro sangue. Não. Tem muito mimimi romântico e o drama de sempre da Clary. E o mais incrível é como os personagens de livros nunca tem uma vida amorosa esclarecida ou boa e tranquila. Não. Isso nunca. Sempre tem um problema que te faz querer arrancar os próprios cabelos. 

O livro não tão ruim. É obviamente melhor escrito que o anterior, mas eu percebi que me deixei contagiar pela empolgação do primeiro volume e esse livro se tornou chato e cansativo. Exceto o final. Ah, o final.

Com esse final eletrizante, eu sinceramente acho que a série tem esperanças. Mudou tanta coisa, que eu mal posso esperar para ler a continuação. Eu preciso dela. E, além disso, uma quantidade considerável de pessoas disseram que é muito melhor. Disseram até que tem  mais sangue e... E guerra... E sangue. Sim, sangue.

Claro, eu vou dar um espaço de alguns livros entre o segundo volume e o terceiro para deixar a história esfriar e não acontecer novamente o que aconteceu.


Sim, me perdoem, eu sei que essa resenha ficou muito pequena, mas eu já disse o quão difícil é fazer resenhas de continuações? Então... É. Você  tem que ter o máximo de cuidado para não revelar nada que acontece no volume anterior e mais ainda para não deixar muito óbvio o que acontece no resenhado.

P.S.: Sério, a Cassandra Clare tem que parar de fazer com que os vampiros e lobisomens andem com tanta graça e leveza. Eles são monstros, não modelos da Victoria's Secret!

Antes de mim coisa alguma foi criada, salvo coisas
Eternas, e eterno perduro,
Abandonai toda a esperança, vós que aqui estrais.

- Dante, Inferno

Resenha: Anna e o Beijo Francês



Anna e o Beijo Francês,
de Stephanie Perkins,
editora Novo Conceito.

Anna Oliphant é uma típica garota americana, mas é mandada para estudar, durante um ano, em um colégio interno. Claro que  não seria um colégio interno qualquer. Acho que o fato de ser localizado à somente milhares de quilômetros de distância, como, por exemplo, em Paris, deveria ser levado em conta. 

E, mesmo que não tenha gostado muito da ideia de se desfazer de sua vida, seus amigos, ou de sua cidade, seus pais fizeram questão que ela fosse, o que acaba deixando-a sem nenhuma escolha.

Chegando lá, Anna passa a noite chorando e acaba conhecendo Meredith que gentilmente vai ao seu quarto e lhe apresenta à seu grupo de amigos. Entre eles está o maravilhoso St. Clair. O garoto perfeito. Como sempre. E, como sempre, a garota se apaixona pelo sorriso do garoto perfeito.

Mas, como é de se esperar, existe um problema. Um pequeno detalhe que alimenta a história quase que por completa. St. Clair tem namorada, e apesar disso, ele e Anna vivem uma adorável, complicada e bonita história de amor  ou não  em Paris. 

Sim, sim. Eu sei que parece clichê. E é, mas esse livro é muito, muito bom. Vocês não fazem ideia. Eu não gosto de romances, aposto que já citei isso algumas milhares de vezes nas minhas outras resenhas, mas ele me conquistou a ponto de eu esquecer-me de grifar  algumas citações. 

O que me levou a ler esse livro foi um fato, na verdade, bem interessante: como o livro Lola e o garoto da casa ao lado, outro livro da mesma autora, está em todos os lugares e em todos os blogs atualmente, eu resolvi lê-lo. Contudo, ao ver uma resenha sobre tal livro, avisaram que Anna, uma personagem de outro livro da autora, estaria presente, mas em um momento posterior de sua vida. E como eu sou um tanto paranoico em relação à spoilers, eu resolvi ler esse livro primeiro. E, Nossa, eu realmente gostei muito dele.

O livro começa um pouco chato. Quero dizer, que garota reclama por estar em Paris? Aposto que poucas. Ela começa citando alguns poucos fatos que sabe sobre a França, o que me fez julgá-la uma não completa, mas parcialmente ignorante para sua idade.

Mas então aparece St. Clair, ou melhor, Étienne, como se apresenta, e começa a conquistar a garota. Depois de um sorrisinho para lá, um charminho para cá e um flerte exatamente no momento certo, Stephanie Perkins me ganhou. Completamente.

Eu não sei que idade essa mulher tem, mas ela conseguiu representar alguns diálogos perfeitos entre adolescentes. Quando digo que foram perfeitos, é porque realmente foram. Digo, seriam iguais aos meus com meus amigos. Como ela consegue?

E, sem falar que a garota é uma fanática por cinema, o que torna a coisa muito interessante. Seu pai, é um escritor de romances à Nicholas Sparks. Sim. Amor; amor correspondido; doença potencialmente fatal; fim trágico e indesejado. Sua mãe é uma professora. Seus avós são caducas e seu irmão de sete anos é como qualquer criança de sete anos.

Eu consegui parar em apenas um momento para pensar "Nossa, que frase legal, vou anotá-la para colocar na resenha." APENAS UM! Eu terminei de ler o livro às 3 da manhã e comecei a escrever essa resenha imediatamente. Eu estou completamente apaixonado. Por mais um livro. Como é possível?

E, por mais que eu ache que essa resenha está muito maior que o necessário, aqui vai a citação... a única que consegui parar e pensar: Uau. Não é nenhum spoiler, obviamente. Se o livro se chama Anna e o Beijo Francês é de se imaginar que vá haver um beijo.


— Se você me pedir para te beijar, eu beijo — ele diz.
Seus dedos acariciam a parte interna dos meus pulsos, e eu explodo em chamas.
— Me beija — eu digo.
E ele me beija.


Resenha: Gregor, o Guerreiro da Superfície


Gregor, o Guerreiro da Superfície,
de Suzanne Collins,
editora Galera Record.


Dessa vez inspirada em Alice no País das Maravilhas, e não na Roma Antiga, Suzanne Collins criou mais uma maravilhosa série. Uma fantasia completamente viciante que agrada a quase todos que a leem. E eu, como fã e leitor, não poderia deixar de dar uma olhada.

Gregor e sua irmã, ao caírem em um duto de ventilação da lavanderia de seu prédio em Nova York, se deparam com um mundo completamente diferente e estranho. Habitado por baratas gigantes, ratos maiores ainda, e morcegos tão grandes que são montados. Todos os habitantes do Subterrâneo - como é chamado, o estranho mundo em que Gregor se aventurou, mesmo que acidentalmente - são bem grandes, exceto, é claro, os humanos.


E, além de ser considerado o guerreiro de uma grande profecia (hãn... Profetizada?) realizada à muito, muito tempo, Gregor tem que liderar um grupo de soldados em uma grande missão, para impedir que uma gigantesca e apocalíptica guerra aconteça.


Não, não se preocupem. Esse livro não é "sem-noção" como Alice. Pelo contrário. Eu não acho que seria considerado para jovens, se a narrativa não fosse tão receptiva. 


A Suzanne descreveu guerras, descreveu batalhas e descreveu até um pequeno romance, exatamente como fez em Jogos Vorazes. Mas, digamos que nessa série, ela estava realmente dedicada em fazer com que pessoas mais novas pudessem ler. 


Apesar de eu ter achado um pouco infantil demais no início, a parte de ação realmente me chamou atenção e me fez ficar completamente alucinado por esse livro. Juro. Eu não conseguia deixá-lo de lado. Em. Nenhum. Momento.

Ela me fez ficar emocionado com coisas absurdas! Coisas como a morte de uma barata. Deus, eu chorei muito. A baratinha se sacrificou... coitada da barata. Luto.

Mas... Como todo autor, por melhor que seja, Suzanne (eu adoro chamar autores pelo primeiro nome... me sinto íntimo) pecou em um aspecto. Idade. A idade de Gregor... Meu deus! Ele não deveria ter 11 anos! Nunca! Ele age como um cara de 16 ou 17. E sem falar do "romance". Ele tem 11 anos, e rola clima com uma garota de 15! Tipo, QUÊ? Cara, vai ter moral assim onde Judas perdeu as botas. Simplesmente não é possível. Nunca.

E, apesar deste pequeno erro da parte dela, sinceramente, a Suzanne íntima, está, com certeza, na minha lista de autores preferidos. 

Resenha: Estilhaça-me


Estilhaça-me,
de Tahereh Mafi,
editora Novo Conceito.




Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar.

Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela.

Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo.

Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos.

Sim, essa é a sinopse disponível no site da editora. Não, não me pergunte o porquê de eu não ter conseguido escrever uma sinopse. Desculpa.

Eu fiquei simplesmente viciado, apesar de que, perto do fim do livro, notei algumas semelhanças com X-men. Apenas algumas... Bom, na verdade, muitas. Obviamente não vou citá-las porque seria spoiler. E ninguém gosta de gente que dá spoiler, faça-me o favor, bitch.

Deixando de lado o fato de se passar no futuro porque não tem nada de original nisso, e de ter algumas muitas semelhanças com os quadrinhos dos super-heróis da Marvel, esse livro esbanja originalidade e realidade. A autora aborda fatos realmente preocupantes para a sociedade atual, descrevendo coisas  aparentemente desnecessárias, mas que fazem a diferença enquanto você lê o livro.

Tahereh Mafi (alguém, por favor, sabe como se pronúncia o nome dessa mulher?) preocupava-se em relatar o ambiente, a paisagem e a situação  geral da população fora do  "cubículo escuro" que era a prisão da personagem principal. Ela deixou bem claro como era a área na qual aquelas pessoas viviam e como elas viviam. E, devido a tais descrições minuciosas eu demorei bastante a me apegar ao livro.

Mas, ao longo da história o narrador do livro junta a alma de quem estiver lendo, à de Juliette, e você ri com ela, fica triste por ela e chora com ela. Você implora para que ela faça algo antes que seja tarde demais e também se ajoelharia diante da autora, durante o processo de criação do livro, e pediria para ela não fazer o que estava prestes a fazer.

E Tatá (apelido que dei à autora, por pura preguiça de memorizar o nome dela) te faz enxergar os dois lados de cada personagem. Ela tem um motivo para cada ação de cada um, à cada momento do livro. Meu Deus, era incrível. Ela sempre dava um motivo. Que mulher incrível.

Estou. Completamente. Apaixonado.