Resenha: Desejos dos Mortos


Desejos dos Mortos,
de Kimberly Derting,
editora Intrínseca.
Ficheiro:Intrinseca logo.jpg
Violet é uma adolescente com dons sobrenaturais. Ela pode sentir, ouvir ou até ver os ecos que os corpos  apenas aqueles que foram vítimas de assassinato  emanam. Assim como o faz com seus assassinos. Cada assassino carrega uma marca idêntica ao eco do ser vivo que matou, e esse dom que Violet herdou pode acabar chamando a atenção de muita gente  inclusive do FBI.

Enquanto um turbilhão de coisas acontecem na vida da garota, dois novos alunos, Mike e Megan Russo, chegam no seu colégio, e Jay, o namorado dela, começa a passar mais e mais tempo com o garoto novo. Esse período que passa sozinha pode levar Violet a reconsiderar tudo o que julgou certo até agora. E é quando investiga o passado sombrio da família Russo, que ela acaba pondo todos os seus amigos em grande perigo  inclusive a si mesma.


Como no primeiro volume, alguns capítulos são narrados fora da visão de Violet, mas dessa vez não são narrados pelos dois criminosos do antecessor. Cada capítulo desses é precedido pelos títulos destinados à cada pecado capital (luxúria, preguiça, gula etc.). São esses capítulos que me deixaram mal. Desconfortável. O sofrimento é claramente abordado e você se vê com uma pena gigantesca.
Violet havia se tornado invisível.
Em um certo momento do livro, a análise crítica dela foi tão irracional e cheia de desespero que eu fiquei até irritado com a situação toda. O fato de ela ter feito todo um julgamento precipitado e o ter desfeito em uma simples linha me deixou sem palavras.

E por mais que Violet tenha tido seus momentos durante o decorrer do livro, a autora consegue surpreender com a tamanha naturalidade e vivacidade da personagem. Ela é extremamente real, e em todas as suas ações, por mais que na maioria das vezes não concordemos, conseguimos perceber o porquê de tal escolha; o medo; a adrenalina; a paixão; a realidade.
Chorou até os olhos estarem irritados e o rosto, inchado. Sentiu-se esgotada e vazia. Oca. Era bom, o nada. E quando finalmente sentiu nada, dormiu.
O livro é ótimo, mas ele não é do tipo que te prende. Ele só conseguiu realmente me conquistar e me fazer ler em um ritmo realmente frenético, nas últimas 70 páginas. Mas nessas últimas páginas tudo o que aconteceu foi realmente empolgante e misterioso. Se eu já amava o primeiro volume, Ecos da Morte, mal posso esperar para ver o que vai ser de mim no terceiro  o qual ainda não possui sua data de estreia aqui no Brasil , O Último Eco.

Fique atento, pois quando você acha que nada mais te surpreende, a estória dá uma reviravolta fascinante e intrigante.

  Desires of the Dead Desires of the Dead

6 comentários:

  1. Matheus
    Acredita que não li nem esse, nem Ecos da Morte!
    Preciso ler!
    Amei as capas, essa última na neve está linda!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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    1. Deveria ter sido influenciada pela Nathália AUAHS
      Precisa mesmo U.U
      A última capa, a da neve, é a única que realmente está fazendo referência à estória.

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  2. Matheus,

    Ultimamente estou precisando de livros que me prendam, pois estou com taaaanta coisa na cabeça que até pensar em livros está um pouco difícil!


    Beijos,
    Caroline.
    http://criticandoporai.blogspot.com

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    1. Igualmente, Carol xD Mal consigo tempo pra ler. To empacado a um tempão em Sangue Quente.

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  3. Gostei, mas não tanto quanto o primeiro volume. Acho que é comum na maioria das continuações não conseguir manter o mesmo nível.
    Enfim, de qualquer forma, ainda tenho muita vontade de ler o restante. Tá na hora já da Intrínseca lançar o próximo.

    Bjs,
    Kel
    www.itcultura.com.br

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