Resenha: Cidade dos ossos


Cidade dos Ossos
de Cassandra Clare,
editora Galera Record.




Clary Fray, uma típica adolescente do Brooklyn, presencia um assassinato. Mas, ao contrário do que a maioria das pessoas fariam, ela não chamou a polícia. Não por não querer, obviamente, mas porque ela era a única que conseguia ver os assassinos.

O motivo disso não era a insanidade, mas sim um universo completamente desconhecido por nós, mundanos. Um universo onde criaturas como demônios, caçadores de demônios, anjos, feiticeiros, vampiros, lobisomens, fadas e muitos outros personagens de mitos que ouvimos falar, existem, mas não conseguímos vê-los. 


Um país chamado Ídris, onde criaturas do submundo  as chamadas semi-humanas, pois são de alguma forma fruto de demônios  habitam ao lado de caçadores de sombras, corre perigo. O Acordo que permite a convivência em paz entre as espécies habitantes deste país, a muito tempo negociado pela Clave  a responsável por todos os caçadores, corre o risco de ser violado por uma das partes.

Valentim, que odeia qualquer criatura parte demônio, cobiça o Cálice mortal, o único objeto capaz de criar caçadores de sombras. E eis aqui sua intenção: formar um exército. Um exército capaz de acabar com todos aqueles que entrarem em seu caminho e, principalmente, matar todas as criaturas do submundo.

Esse primeiro livro foi, basicamente, uma gigantesca introdução. Uma grande apresentação da estória em si. Alguns detalhes até desnecessários nos momentos errados, e detalhes extras um pouco precipitados.

Cassandra Clare, no início do livro, em poucas cinco páginas, no máximo, tenta resumir toda a história dos caçadores de sombras. E isso fez com que eu esquecesse fácil dos detalhes, antes mesmo de me interessar pela trama.

As poucas cenas de ação que aconteceram nas primeiras trezentas páginas do livro foram só pra nos apresentar algumas criaturas do submundo. Mas, em compensação as ultimas cem páginas do livro realmente me prenderam e me chamaram atenção. Tudo o que a autora colocou no início estava sendo resolvido. Dramas sendo feitos e desfeitos. Muita tensão, resumindo. Tanta frustração pelo que estava acontecendo com Clary que eu quase implorava pra que fosse mentira.

O livro possui a conta certa de romance. Nada que faça com que as pessoas que não gostam enjoem da leitura.

O único defeito que realmente vale ressaltar é: Cassandra foi muito influenciada por Crepúsculo. Não que ela tenha feito da Clary uma nova Bella, mas, sim, em relação ao estilo da narrativa. Alguns detalhes no início e final do livro, também me chamaram atenção. 

Ela me fez pensar que se, talvez, o romance Crepúsculo não tivesse sido criado, ela  não teria essa linguagem, ou até mesmo nem teria escrito esse livro. E isso não é uma coisa ruim, fazendo-me confessar a ótima narrativa da Stephenie Meyer.

E, apesar de alguns pequenos defeitos, e de eu nunca ter visto tanta gente andar tão graciosamente como os vampiros e lobisomens deste livro, quero muito ler Cidade das Cinzas, o segundo livro da série.


4 comentários:

  1. Oi
    Começou bem hein...estou com os 4 livros na estante para ler e pretendo começar a leitura ainda esse mês. Tua resenha ficou muito bem escrita.
    O blog está ficando legal é só cuidar bem dele que vai crescer rapidinho.

    Beijão
    http://lilicasg.blogspot.com.br/

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  2. O segundo é incrivelmente legal! Haha, quase melhor do que o primeiro, e concordo com vários pontos que colocou.

    Um Beijo, Babi

    Ps: vlw a visita! Curti no face!

    A Viajante dos Livros

    Feitiço das Palavras

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