Resenha: @mor


@mor,
de Daniel Glattauer,
editora Suma de Letras.









Emma Rothner, uma mulher casada, com dois filhos, um gato  e nenhum esquilo,   aparentemente satisfeita com a vida que leva, ao tentar entrar em contato com a direção da revista Like, vê-se acidentalmente dependente de uma amizade  ou amor?  virtual.  


Escrever é como beijar, só que sem os lábios. Escrever é beijar com a cabeça.

Não posso falar muito sobre o livro sem revelar o que realmente acontece durante todo desenrolar do romance, mas essa é uma viciante história de amor, e talvez seja a melhor que li até hoje 
– não que eu seja um leitor assíduo desse gênero.

É incrivelmente fácil 
e rápido de ler e é todo em troca de e-mails, o que chega a ser um pouco frustrante em algumas partes, já que não ocorre narrativas. A ideia de eu não saber o que acontece fora da caixa de entrada deles; se eles se encontraram ou não; o que eles estão fazendo etc. é perturbadora.


Mas o o que o autor quis criar nesse livro, foi uma história
 em que não é preciso "amor à primeira vista", nem mesmo "felizes para sempre". Ele criou um romance onde ambos se apaixonam, porém nem sequer realmente se conhecem, ou sequer já se encontraram. Ambos são "a ilha nebulosa na vivência diária"  ou algo assim   um do outro.



Penso muito em você, de manhã cedo, ao meio-dia, no 

fim da tarde, à noite, entre esses horários, e logo antes e depois deles 

— e também durante eles.   

Eu não achava que ia me apegar tanto a esse livro. Em muitos momentos, eu me pegava dando risadinhas, mas também me vi com preguiça de ler alguns e-mails grandes ou chatos demais.

Eu não gosto de romances e por isso eu achei interessante e realmente surpreendente que essa história não precisou de vampiros, deuses ou magos e feiticeiros para me conquistar. Sim, as simples "rotinas" de duas pessoas que se conheceram após uma delas ter tentado mandar desaforos para a direção de uma editora que linda e magnífica história de amor.

E o que mais me chamou atenção no livro, são os flertes "formais". Caramba. Mas não vou entrar neste assunto, porque não quero voltar a dar risadinhas – triste, cruel e constrangedor passado.

Devo dizer que realmente fiquei – desculpe a palavra, mas não encontro outra para descrever o que senti  "puto" , quando o autor teve a cara-de-pau de terminar o livro sem mais nem menos e ainda colocar um "Continua..." na última página quase cortei os pulsos.

2 comentários:

  1. oioioi Matheus!

    Adorei sua resenha, você ficou da mesma forma que eu durante a minha leitura, risadinhas, os flertes formais, o final chocante D:

    Estou aguardando ansiosamente a continuação ;-;
    Parabéns pelo blog! E sucesso :3

    - nathália, Livroterapias.blogspot.com.br

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    1. Aah, esse livro me enlouqueceu completamente! uheuehueh Estou seguindo seu blog. Interessada em parceria?

      Abraços,
      Matheus F.

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